“Passado x Presente x Futuro”

Passado, presente e futuro. Muito mais que tempos verbais e tantas outras divisões gramaticais, estes termos indicam nossa percepção de vida.

Do passado tiramos nossos exemplos, tanto daquilo que vivemos dia a dia, ano a ano, daqueles que passaram por nossas vidas, moldando-nos pelos exemplos e histórias escritas, quer sejam pelas palavras ditas de forma presente e diretamente olhando em nossos olhos, ou mesmo através de fotos, textos e histórias escritas e pautadas em teses, revistas, apostilas, manuscritos e livros.

Mas este é o grande desafio: precisamos controlar a dose de passado que invade nossa vida, que nos direciona e determina inclusive nossos sonhos, metas e objetivos, mas também nos aprisiona em fantasmas de dúvida, incertezas e melancolia. Sentir saudade de algo, algum momento ou pessoa não deve então ser motivo de tristeza, mas sim de alegria, pois saudade deve ser sentida apenas de coisa boa, alegre, feliz e de sucesso.

Mas se este equilíbrio não acontece temos então o excesso de passado e mergulhamos numa DEPRESSÃO, acreditando que tudo aquilo que já passamos de bom, feliz e prazeroso nunca mais iremos ter, que não temos capacidade, que não somos úteis e que ninguém nos dá valor.

E o FUTURO?

Como podemos encarar o futuro se nosso passado nos condena e em nosso presente vivemos amparados por superficialidades e fugas de nossos reais legados e missões? Este talvez seja o segundo grande desafio deste tão desejado equilíbrio: não carregar este excesso de futuro para o presente, causando assim a tão falada ANSIEDADE.

Difícil isso né? Mas não impossível. O que te proponho é o exercício do auto-conhecimento, contínuo e crescente, em todas as nuances de sua vida, permitindo assim reconhecer, assimilar e extravasar seus sentimentos como você os percebe. Tente então algumas coisas:

  • Lembre-se do passado, das pessoas, lugares e coisas que já fez e extravase sentimentos chorando, rindo ou mesmo gargalhando, sozinho ou acompanhado. Não fique remoendo-as a noite, calado ou apenas em orações a Deus, incitando a síndrome do “coitadinho de mim”. Permita-se sim ser “vulnerável”, mas definindo com quem e aonde que assim ser. Você tem este direito de escolha.
  • Faça planos e trace objetivos, para cada hora, dia, semana, mês ou ano. Talvez até daqui a três ou cinco anos que tal. Permita-se entender que você não pediu para nascer e não sabe quando vai partir, então considere este intervalo e VIVA! Valorize cada fragmento de sua vida, cada decisão que você tomou e definiu sua história.

Mas e o presente?

Este tempo de conjugação que as vezes esquecemos de fazer prevalecer? Você já parou para pensar que ele é único que existe na verdade?

Talvez seja muito filosófico esta percepção, mas se temos que buscar sempre o equilíbrio entre o passado e o futuro, controlando nossas doses diárias de ansiedade e depressão, então nosso maior “presente”, que nos chega todas as manhãs quando abrimos os olhos para mais um dia, será o presente, o agora, o existir, a vida.

Assim, permita-se então VIVER, apenas e tão somente porque este é e sempre será, o maior legado que iremos deixar quando nosso tempo acabar: nossa CORAGEM E ALEGRIA DE VIVER.

Valmir Basso
Master Coach de Carreira e Vocacional
Professional, Lider, Self & Life Coach

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